SINOPSE:
"Algum tempo após o acidente de carro que a matou, Riley Bloom deixou sua irmã, Ever, no mundo que conhecemos e atravessou a ponte da vida após a morte até um lugar chamado Aqui, onde o tempo é sempre Agora. Riley reencontrou os pais, também vítimas do desastre, e Buttercup, o cão da família. Todos estavam se adaptando a uma morte boa e tranquila, até que ela foi chamada perante o Conselho e um segredo lhe foi revelado: a pós-vida não significa simplesmente uma eternidade de lazer. Riley tem tarefas a realizar. Ela é designada como Apanhadora de Almas, e Bodhi, um garoto diferente, que ela não consegue decifrar muito bem, é seu guia. Riley, Bodhi e Buttercup voltam à Terra para sua primeira tarefa: fazer o Menino Radiante, que há anos assombra um castelo na Inglaterra, atravessar a ponte. Muitos Apanhadores de Almas já tentaram convencê-lo e não obtiveram sucesso. Mas isso foi antes que o menino conhecesse Riley..."
NÚMERO DE PÁGINAS:
174 páginas
LIDO EM:
2 dias (é tão pequeno!)
RESENHA:
Já tinha ouvido falar da série Imortais, mas nunca consegui comprar os livros para ler ou pegar emprestado de alguém (ninguém tinha!). Mas o que achei interessante quando vi o livro no site da Saraiva foi a história, não foi nem pela capa. Falo isso porque tem mutis livros que me atraem pela capa primeiro e depois eu leio a sinopse. Mas esse não!
Meu pai tem muitos livros espíritas aqui em casa, um armário cheinho! E de vez em quando, quando eu peço, ele me empresta alguns de autores como Zibia Gasparetto. Eu sempre achei bem legal esse lance de espiritismo e tal, mas nunca tinha achado uma série mais ou menos sobre isso. Foram sempre livros isolados que eu li.
Bom, até eu encontrar a série Riley Bloom...
O começo já começa com a Riley morta. Não teve nenhuma enrolação antes do acidente que ela sofreu, nem nada. Essa é a parte legal, porque a história já começa se passando em Aqui & Agora.
Imaginem um lugar em que você pode trocar de roupa sempre que quiser, apenas pensando. Onde o tempo não passa... Esse lugar é chamado de Aqui & Agora, onde todas as pessoas vão depois de atravessar a ponte que separa o plano terreno do plano espiritual.
Bem... Nem todos atravessam a ponte...
O livro "Radiante" mostra bem isso, Riley é nomeada para ser uma Apanhadora de Almas. 'MAS QUE RAIOS É ISSO?', vocês me perguntam. Muita calma gente xD Apanhador de Almas é uma pessoa que tem a função de convencer as almas que ficaram na Terra, se recusaram a atravessar a ponte, a seguirem em frente, deixarem o plano terreno. Mas isso não é tão fácil...
Eu gosto da Riley exatamente nesse ponto, ela fica meio perdida com tudo o que acontece. Ela vê outros adolescentes da sua idade e cada um tem sua função na pós-vida. E é tudo tão confuso. Imagina, alguém te dá uma tarefa, nem explica direito e você já tem que cumpri-la. Tenso né?
Mas ela não fica sozinha nessa, Bodhi é o seu guia, aquele que vai dar uma "mãozinha", é um adolescente como ela. Mas ele não é a pessoa mais fácil de se conviver, especialmente depois de ouvir os pensamentos da Riley a respeito dele. Acreditem, nessa parte eu ri muito! xD aquela coisa de adolescente pensando sobre adolescente.
Tem muita confusão pela frente!
"Apesar disso, quanto mais eu o estudava, mais convencida ficava de que aquele seu pequeno fã-clube era mais irônico que real. E quando vi seus sapatos de idiota e o terno escuro esquisito com camisa branca e gravata preta fininha, que o faziam parecer estar a caminho da convenção dos nerds ou de uma entrevista de emprego na CIA, tive certeza.
E enquanto ele ficava ali parado, na minha frente, eu só conseguia pensar:
Que ótimo! Meu primeiro dia no ensino médio e sou deixada com o Sr. Bobão."
Página 30.
A tarefa de Riley é mandar o Garoto Radiante para a luz... quero dizer... fazê-lo atravessar a ponte xD
E na minha opinião, Riley é perfeita para isso: ela é adolescente, cheia de carisma (mesmo não parecendo), um pouco confiante e não desiste fácil!
"- Já voltou? - perguntou Bodhi, encostado no corrimão daquele jeito curvado, mastigando um longo canudo verde como os do Starbucks, em vez do lábio inferior que mordia alguns minutos antes. Olhou-me com atenção, aparentemente nem um pouco surpreso por eu ter abandonado o jogo tão rápido.
Só que eu não havia abandonado nada.
Não estava nem perto.
E eu estava de olho nele."
Página 87.
O Buttercup, o cachorro que morreu junto no acidente, é uma FOFURA, mesmo sendo um pouco medroso. Ele é muito manhoso.
O mais interessante é o relacionamento que a Riley vai criando com o Bodhi, ela vai mudando de opinião conforme o tempo vai passando, especialmente depois que ela vê a função do Bodhi. É como se ela passasse de uma adolescente mau-humorada para uma adolescente que vai amadurecendo.
Juro pra vocês que quando o livro acabou, fiquei: mas já?! Agora que estava ficando bom! Preciso comprar logo o outro para ler!
Me diverti lendo o livro, não é uma leitura pesada, mesmo sendo espiritual e envolvendo questões como a morte. A morte é tratada de uma maneira tão natural e o pós-morte de uma maneira tão especial e... normal... Seria maravilhoso se fosse assim mesmo. Prefiro pensar que seja assim mesmo, porque é melhor.
"A maioria das pessoas acha que a morte é o fim.
O fim da vida - dos bons tempos -, o fim de... bem, praticamente tudo.
Mas essas pessoas estão enganadas.
Completamente enganadas.
Eu sei muito bem. Faz quase um ano que morri."
Página 7.
MINHA NOTA:
5 estrelas

Parece bom o-o
ResponderExcluirAté eu fiquei curioso com o livro agora hahahuauh