1 de dezembro de 2022

Resenha - The Kiss of Deception

Olá pessoal!

Voltando a postar resenhas por aqui :) a resenha de hoje é sobre o livro The Kiss of Deception.

"The Kiss of Deception" é o primeiro livro das Crônicas de Amor e Ódio da escritora Mary Pearson publicado no Brasil pela editora DarkSide.

SINOPSE: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

SKOOB do livro

RESENHA:
Bom, eu tenho esse livro há milhares de anos (desde 2017 para ser mais exata), mas na época tentei ler e não consegui me envolver muito na história. Esse ano eu resolvi dar uma chance pra ele, afinal já estava há muito tempo parado né?


Para minha TOTAL surpresa, a leitura fluiu absurdamenteeee! Eu amei esse livro, amei como a história foi sendo construída e achei muito interessante o mistério para descobrir quem é o assassino e quem é o príncipe que perdurou por quase metade do livro (eu acertei hahaha).

Além disso, a personagem principal, a Lia, não gosta nenhum pouco das tradições da sua terra e não quer de jeito nenhum casar com alguém que ela nunca conheceu e nunca viu na vida, mesmo sendo um príncipe de outro reino e cá entre nós, errada ela não está né?

O começo do livro foi um pouco lentinho, mas serviu para criar toda a base da história. Eu achei a Lia uma personagem muito forte, com certeza ela não é igual essas princesas de outros livros que podem ser metidas ou chatas, muito pelo contrário! Ela é incrivelmente forte e vai construindo uma vida nova em um novo lugar que ela escolheu para si, juntamente com Pauline, sua amiga.

Eu adorei a amizade das duas, como uma apoia a outra e dá assistência para a outra, custe o que custar. Amizade que vale ouro!

Pauline franziu o rosto. “Mas você não é um soldado, Lia. Você é filha dele. Você não tinha escolha, e isso quer dizer que eu não tinha também. Ninguém deveria ser forçada a casar-se com alguém que não ama.” Ela se deitou, contemplando as estrelas e torcendo o nariz. “Especialmente com algum príncipe velho, enfadonho e gordo.”

A parte do assassino e do príncipe também achei bem construído o mistério. Óbvio que aparecem umas pistas aqui e outras pistas lá e você acaba matando quem é quem, mas bem interessante a ideia, diferente de outros livros que tenho lido. E o que falar desses dois personagens? Rafe e Kaden, os DOIS tem um lugarzinho no meu coração hahaha com certeza ambos foram muito cativantes e contribuíram muito para a leitura fluir absurdamente.

Dei de ombros. Os textos de Morrighan estavam permeados de avisos sobre os Antigos. Eu via tristeza quando olhava para o que restara deles. Os semideuses que antes controlavam os céus tinham sido rebaixados, humilhados até o ponto da morte. Sempre imaginei poder ouvir suas obras-primas desmoronadas entoando um infinito canto fúnebre. Eu me virei, olhando para a grama selvagem do outro lado do planalto. “Vejo apenas lembretes de que nada dura para sempre, nem mesmo a grandeza.”

“Algumas coisas duram.”

Encarei-o. “É mesmo? E exatamente que coisas seriam essas?”

“As coisas que importam.”

A resposta dele me surpreendeu tanto em termos de substância quanto na maneira como ele falou. Era singular, estranha, um tanto quanto ingênua até, mas sincera. Certamente não era o que eu esperava ouvir de alguém endurecido como ele. 

Depois de alguns acontecimentos (sem spoiler!), simplesmente não dá pra parar de ler! No último dia de leitura, li praticamente 100-150 páginas porque eu precisava MUITO saber o que ia acontecer.

Em relação as descrições, achei que foram boas, nada massante para nos deixar sem vontade de ler o livro e os diálogos também bem construídos de forma geral. Dava para ver a evolução dos personagens do começo do livro até o final do livro (imagina nos próximos dois livros!).

MINHA NOTA:

5 estrelas

8 de janeiro de 2017

Resenha - Champion (Legend #3)

"Champion" é um livro escrito por Marie Lu, e lançado no Brasil pela editora Rocco. É o último livro da trilogia chamada Legend.


SINOPSE:
No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy. - Fonte: Skoob.


NÚMERO DE PÁGINAS:
302 páginas


RESENHA:
Desde que eu vi a sinopse do primeiro livro, fiquei com vontade de ler a trilogia. Agora no começo de 2017 dei uma chance pra história. O que aconteceu foi que eu acabei lendo os dois primeiros livros rapidinho, gente, que história maravilhosa é essa que a Marie Lu nos agraciou?

A história começa um tempo depois do livro anterior, Prodigy. June e Day não se veem faz algum tempo e Day está se tratando da doença que pode acabar com sua vida.

Anden consegue um tratado de paz com As Colônias, porém uma praga nas fronteiras das duas nações faz com que As Colônias culpem a República por colocar uma doença em seu território e contaminar seu povo. Isso gera uma treta maligna e as coisas começam a desandar.

Muita ação acontece, muito romance também (entre a June e o Day, é claro!), como os livros anteriores, esse não pecou em nada.

"- Você me deixa louco, June! - murmura ele junto ao meu cabelo, - Você é a pessoa mais assustadora, inteligente e corajosa que conheço. Às vezes nem consigo respirar direito porque fico tentando acompanhar seu ritmo. Nunca vai existir alguém como você. Você sabe disso, não sabe?"


Esse final me deixou de boca aberta, eu não sabia se chorava ou se ficava feliz. Acho que fiz as duas coisas ao mesmo tempo!

A June cresceu tanto nesse livro, como ela vinha crescendo em Prodigy, ela se tornou uma moça madura e podemos ver isso em suas ações. Eu acho que o Day nesse livro foi menos chato que no anterior, que só pensava que a June queria a vida antiga dela de volta e blablabla. Anden no livro todo foi uma mistura de fofo com determinado e um pouco frio em alguns aspectos, sempre lembrando da sombra do pai que governou a República por muitos anos e comparando seus atos com os dele. Eu fico com um pouco de dó dele, tão jovem e com um país inteiro para governar.

"- Sabe, eu invejo Day - diz ele com a voz suave de sempre. - Invejo sua capacidade de tomar decisões com o coração. Todas as escolhas que ele faz são sinceras, e o povo o ama por isso. Ele pode se dar ao luxo de usar o coração. - Sua expressão fica sombria. - Mas o mundo fora da República é muito mais complicado. Não existe espaço para emoções, não é verdade? Todas as relações dos nossos países se mantêm unidas por meio de uma frágil rede de fios diplomáticos, e são justamente esses fios que nos impedem de nos ajudarmos mutualmente."
- Capítulo 13 - June

Acredito que os dois cresceram demais e o desfecho... Esse desfecho acabou comigo.

Por infelicidade acabei vendo uns spoilers antes de iniciar a leitura de "Champion" e já sabia mais ou menos o final. PORÉM, não chegou aos pés do que eu havia lido na internet, superou muito e me agradou DEMAIS. Antes havia pensado que não ia me agradar.

A Marie Lu está de parabéns com essa trilogia, muito bem escrita e cativante do começo ao fim. Vou sentir saudades desses personagens tão cativantes!


MINHA NOTA:
5 estrelas



17 de novembro de 2016

Resenha - A Queda dos Anjos (Fim dos Dias #1)

"A Queda dos Anjos" é um livro escrito por Susan EE, e lançado no Brasil pela editora Verus. É o primeiro livro da série chamada Angelfall.


SINOPSE:
"Quando o mundo que conhecemos está prestes a ser arrasado, é preciso apostar tudo na redenção 

Os anjos do apocalipse chegaram e vieram para aterrorizar a humanidade e acabar com o mundo moderno. Gangues de rua tomam conta do dia, enquanto o medo e a superstição dominam a noite. Quando anjos guerreiros sequestram uma menininha indefesa, sua irmã mais velha, Penryn, fará o que for preciso para salvá-la. Até mesmo um acordo com um anjo inimigo. Raffe é um guerreiro caído, que perdeu as asas. Depois de eras lutando suas próprias batalhas, ele é resgatado de uma situação desesperadora pela jovem Penryn, que concorda em ajudá-lo desde que ele mostre a ela como encontrar sua irmã. Viajando por um mundo sombrio e perigoso, eles podem contar apenas um com o outro para sobreviver. Juntos, vão em direção à fortaleza dos anjos em San Francisco, onde Penryn arriscará tudo para resgatar sua irmã, e Raffe se colocará à mercê de seus piores inimigos pela chance de voltar a ser inteiro." - Fonte: Skoob.

NÚMERO DE PÁGINAS:
279 páginas

RESENHA:
Bom, faz tempo que esse livro está na minha lista de QUERO LER, porém só agora dei uma chance para ele.

A humanidade vive dias pós-apocalípticos depois que os anjos invadiram a Terra e começaram a destruir tudo e todos que vivem nela. A história começa com uma garota chamada Penryn, sua irmã e sua mãe. Após sua irmã ser levada por um dos anjos para bem longe, ela ajuda um anjo moribundo chamado Raffe e tenta extrair informações dele para saber onde sua irmã poderia estar.

Após alguns acontecimentos, os dois partem juntos para o Ninho da Águia, uma espécie de quartel general dos anjos, cada um em busca de alguma coisa: o anjo em busca de consertar suas asas e Penryn em busca de sua irmã mais nova.

Tenho que confessar que o livro me deixou com o coração na boca em diversos momentos, especialmente a parte do Ninho da Águia. É um livro sobre anjos totalmente diferente do que eu já tinha lido, envolvendo criaturas bizarras e uma guerra civil entre os anjos, depois que Gabriel, o Mensageiro, morre e deixa a linha de sucessão aberta.

A forma como os anjos são abordados nesse livro é o que mais me surpreendeu, criaturas celestiais graciosas e bondosas? Nem pensar!

No começo do livro eu realmente não sabia o que achar do Raffe, sério. Ele parece meio arrogante, coisa que parece que todos os anjos são nesse livro. Porém fui mudando minha cabeça conforme o fui lendo o livro. Sobre a Penryn, gostei dela logo de início! Ela não é aquelas protagonistas chatas, sem sal e sem açúcar, ela é corajosa, destemida e não leva um desaforo pra casa kkk.

"- Eu gostaria de saber o que vai te matar mais rápido: a lealdade ou a teimosia.
 - Nenhuma das duas coisas, se você me ajudar.
- E por que eu faria isso?
- Eu salvei sua vida. Duas vezes Você me deve uma. Em algumas sociedades, você seria meu escravo para sempre. 
É difícil ver sua expressão no escuro, mas sua voz soa ao mesmo tempo cética e irônica."
Capítulo 10

A relação entre Penryn e Raffe vai se moldando (de um jeito bem esquisito, devo dizer) conforme vão passando o tempo juntos.

"Ele continua sua caminhada entre as árvores. Abro a boca para repetir a pergunta, mas ele fala ao mesmo tempo:
- Eu estava rastreando você.
Paro, surpresa. Ele continua andando, e corro atrás para garantir que esteja apenas a dois passos na minha frente. Todo tipo de pergunta flutua na minha cabeça, mas não faz sentido perguntar nenhuma delas. Mantenho a simplicidade:
- Por quê?
- Eu disse que me certificaria de que você chegasse ao acampamento em segurança."
Capítulo 23

O final do livro foi tenso, bem tenso. Sério, nunca poderia pensar no que a autora escreveu.

Sério, esse foi um dos melhores livros de 2016! Você começa sem muitas expectativas e o livro vai mexendo com você de uma maneira que não consegue parar até acabar. Vou agora mesmo procurar a continuação, porque o final desse primeiro livro foi de ficar sem ar!
Super recomendo!

"Nunca pensei sobre isso antes, mas tenho orgulho de ser humana. Temos tantos defeitos. Somos frágeis, confusos, violentos e lutamos contra tantos problemas... Mas, no fim das contas, tenho orgulho de ser humana."
Capítulo 45

MINHA NOTA:
5 estrelas


3 de fevereiro de 2016

Resenha - O Doador de Memórias

"O Doador de Memórias" é um livro escrito por Lois Lowry, que foi adaptado para o cinema em um filme com o mesmo nome.

SINOPSE:
Em O doador de memórias, a premiada autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existem dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não há amor, desejo ou alegria genuína.

Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. 

Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. 

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar. - Fonte: Skoob


NÚMERO DE PÁGINAS:
208 páginas


LIDO EM:
1 dia e meio


RESENHA:
Conheci esse livro pela indicação de uma super amiga minha, eu estava com ressaca literária depois de terminar a série dos Instrumentos Mortais e desde o comecinho desse ano não conseguia pegar nada pra ler. Perguntei se ela tinha alguma coisa pra me indicar e ela falou desse livro.
Resolvi comprá-lo virtualmente na loja do Kobo Books e enfim comecei a leitura na madrugada do dia 02/02/2016. 

Para minha surpresa, o livro me cativou DEMAIS. A leitura flui de uma maneira, você não consegue parar pra nada! (Ainda bem que eu estava lendo de madrugada haha). 

A história começa com Jonas, nosso protagonista, com certo receio da cerimônia dos Doze (que é quando você completa doze anos). Essa cerimônia define que a criança passou para a fase adulta e um conselho definirá qual profissão vai ser treinada para seguir. Depois que se completa doze anos, ninguém mais conta os anos vividos, não existem aniversários no mundo criado pela autora. Na verdade, não existe nenhum tipo de comemoração, nem de Natal.

O interessante é que a cada ano até os doze, alguma coisinha muda para a criança. Por exemplo, uma menina deixar de usar fitinha no cabelo ou quando se chega aos nove, poder andar de bicicleta e ter uma bicicleta. Antes disso, é proibido.

As famílias não são chamadas de famílias, são chamadas de unidades familiares, onde existe um Pai, uma Mãe e duas crianças: um menino e uma menina. Apenas. Não existe o conceito de avó, nem de tios, etc. 

A unidade familiar de Jonas tem uma mãe, um pai e uma irmã, sendo ele o irmão mais velho. Mas o mais curioso é que as crianças não são filhas biológicas dos pais, existem mães biológicas apenas para dar a luz aos bebês que serão entregues à alguma unidade familiar da comunidade. Agora você deve me perguntar: "ué, mas não como assim tem os pais e eles não tem seus próprios filhos? Que maluquice é essa, Isabela?" Pelo que eu entendi do livro, existe uma coisa chama Atiçamentos, que é o desejo. Todos tomam um remédio pra inibir isso.


"Finalmente, a Mãe se sentou ao lado dele à mesa. 
- Jonas - disse ela com um sorriso -, sabe a sensação que você descreveu como "desejo"? Foi o seu primeiro Atiçamento. O Pai e eu já esperávamos que isso fosse acontecer em breve com você. Acontece com todo mundo. Aconteceu com o Pai quando ele tinha a sua idade. E aconteceu comigo também. Um dia vai acontecer com Lily. E, frequentemente - a Mãe acrescentou -, começa com um sonho."
- Capítulo 5


A comunidade é muito certinha, não existe baderna, não existem memórias e nem emoções. Pensa em um mundo sem memórias e sem emoções gente?? É quase impossível! O seguinte trecho exemplifica a falta dos emoções na comunidade:

"Esse novo Caleb era uma substituição. O casal havia perdido seu primeiro Caleb, um alegre e pequeno Quatro. A perda de uma criança era um fato raro, muito raro. A comunidade desfrutava de uma segurança extraordinária, todos os cidadãos vigiavam e protegiam todas as crianças. Mas, de alguma forma, o primeiro pequeno Caleb se afastara sem ser notado e caíra no rio. A comunidade inteira realizara a Cerimônia de Perda em conjunto, murmurando o nome de Caleb durante um dia inteiro, cada vez com menos frequência, em voz cada vez mais baixa, à medida que o dia longo e sombrio ia transcorrendo, de modo que o pequenino Quatro pareceu apagar-se gradualmente da consciência de todos."
- Capítulo 6


Voltando ao dia da Cerimônia, todo ano no mês de Dezembro, todas as crianças mudam de grupo. Um Três (três anos), vira um Quatro (quatro anos) e assim por diante. É uma cerimônia longa e cansativa até chegar aos Doze.
A aflição de Jonas só cresce quando a Anciã-Chefe pula o número dele ao determinar as novas funções para cada membro da sua turma. Por último, ela o chama e adivinha só??? Ele vira o novo Recebedor de Memórias! Ele fica muito surpreso e assombrado ao saber que vai sentir dor e irá precisar de muita coragem para ter essa função, porque apenas existem um Recebedor de Memórias em toda a comunidade.

Eu simplesmente fiquei com muita pena do Ancião que o treina, o atual Recebedor de Memórias. Ele parece ter uma vida tão sofrida, não deve ser nada fácil guardar milhares de lembranças, de tudo, inclusive guerras, fome, miséria.

Com o passar do tempo, o Recebedor vai doando suas memórias para o Jonas e ele vai descobrindo um mundo novo. Inclusive enxergar cores! (Imagina um mundo sem cores????). O garoto também vai descobrindo o que aconteceu com o Recebedor de memórias anterior à ele, a medida que o Ancião vai mostrando um pouco da sua vida. E que vida solitária gente!

Jonas vai aprendendo, descobre coisas muito desagradáveis sobre a Despensa, que nada mais é do que dispensar uma pessoa da comunidade. É algo muito macabro, sério. Eu não esperava por isso. Além de descobrir coisas como a Mesmice e sobre uma garota chamada Rosemary (o que mexeu comigo).
Ele vai criando coragem de uma tal maneira que chega um dia que parece que ele não vai aguentar mais viver a vida daquele jeito, sem emoções.

O final me surpreendeu bastante, mexeu com meus sentimentos. Foi lindo, merecia uma continuação. O que mais me tocou foi como as pessoas conseguem viver sem emoções e sem sentimentos. Eu sei que existem emoções ruins como dor e sofrimento, mas existem tantas outras lindas! E privar um mundo disso é realmente assustador.
Eu super recomendo esse livro! É demais, faz a gente refletir sobre a vida como ela é.


MINHA NOTA:
5 estrelas

1 de janeiro de 2014

Resenha - A Menina Que Roubava Livros

"A Menina Que Roubava Livros" é uma história emocionante escrita pelo escritor australiano Markus Zusak. A história fez tanto sucesso que no final de janeiro, vai estrear o filme nos cinemas. 

SINOPSE
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer  pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.

NÚMERO DE PÁGINAS
A edição que eu li tem 310 páginas de pura emoção.

LIDO EM
4 dias (terminei hoje no Ano Novo o/)

RESENHA
Como ouvi muita gente falando bem desse livro, inclusive meu amigo que leu o livro nas idas e vindas do metrô da cidade, resolvi ver se era tudo isso o que falavam. Me avisaram que o final era triste e muito comovente, arrisquei do mesmo jeito, mesmo não gostando muito de finais tristes.

A verdade é que eu não me arrependi de ler!

A narradora da história, a Morte, tem uma simpatia sem tamanho contando os fatos da vida de Liesel Meminger, depois que Liesel lhe escapa. E vai se surpreendendo cada vez mais com os humanos e com a garota. Okay, se a Morte me ouvisse dizer que ela é simpática, ela iria protestar ahauahaush mas ela é! 

No começo do livro, ela faz uma pequena introdução dela e é assim que a Morte vai contando a história, com seu jeito bem humorado e observador, e também humano de uma forma ou de outra. 


"UMA CORDILHEIRA DE ESCOMBROS 
ONDE NOSSA NARRADORA APRESENTA:
ela mesma,
as cores,
e a roubadora de livros

MORTE E CHOCOLATE
Primeiro, as cores. Depois, os humanos. Em geral, é assim que vejo as coisas. Ou, pelo menos, é o que tento.

*EIS UM PEQUENO FATO*
Você vai morrer.
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo."
- Página 2


Um dos primeiros livros que nossa ladra de livros roubou foi o "Manual do Coveiro", que caiu do bolso do coveiro quando este enterrou o irmão dela. Liesel, sua mão biológica e seu irmãozinho estavam indo para a casa dos pais adotivos, mas infelizmente o pequeno não chegou ao destino.
Liesel se sente muito triste no começo por ser abandonada pela sua mãe, mas as coisas vão acontecendo e ela percebe os motivos que a levaram a isso.

Com o passar do tempo que fui lendo, eu fui me apaixonando cada vez mais pelos personagens tão fortes e marcantes. Liesel, a nossa protagonista, evolui muito do começo do livro até o final, vai ficando cada vez mais corajosa ao ver as maldades de uma Alemanha totalmente nazista. E um dia ela percebe que são as palavras que mudam o mundo, que Hitler usava palavras. E que palavras são fortes e são tudo. A paixão pela leitura também vai ficando bem forte.


"Mas a coisa com que a mulher voltou não foi nada desse gênero. Quando voltou e parou, com uma firmeza incrivelmente frágil, ela segurava uma torre de livros encostados na barriga, do umbigo até o começo dos seios. Parecia muito vulnerável no monstruoso vão da porta. Cílios compridos e claros, e o mais ínfimo toque de expressividade. Uma sugestão. Que dizia: entre e olhe. 

[...]

Por alguma razão porém - mais provavelmente, a atração dos livros -, ela se descobriu entrando. O guinchar de seus sapatos nas tábuas de madeira a fez encolher-se e, ao atingir um ponto sensível, que induziu a madeira a gemer, a menina quase parou. A mulher do prefeito não se deteve. Só deu uma rápida olhada para trás e continuou andando, até uma porta de cor castanha. Foi quando seu rosto formulou uma pergunta.
-Está pronta?"
- Página 77


"[...] Ela o disse em voz alta, como as palavras distribuídas por uma sala repleta de ar frio e livros. Livros por toda a parte!"
- Página 78.


Vemos ela crescendo, com seu melhor amigo Rudy. O que eu posso falar do Rudy? No começo achei que ele era um pé no saco, sempre a insultando. Mas depois de várias situações, os insultos foram ficando carinhosos e acabei gostando demais do Rudy, vendo como ele pode ser um ótimo amigo. Pena que não deu certo para os dois ficarem juntos.

Hans e Max são outros dois personagens que me fascinaram. Hans sempre com seu acordeon, nunca tinha tempo ruim, por mais extremas as situações fossem. E Max... Ah... O Max... O judeu que ficou escondido no porão da casa dos Hubermann. A relação que ele tinha com a Liesel era tão maravilhosa e ao vê-lo indo embora, uma parte do meu coração murchou! 

Não vou falar os spoilers do final, mas foi triste mesmo. Sua paixão pela leitura a salvou.

Só sei que apenas quem leu o livro sabe todas as emoções que ele tem. Foi emocionante e lindo. Foram tantas cenas emocionantes, tantas lições aprendidas. Com certeza, esse é um daqueles livros que eu não vou esquecer nunca da história, por ser tão marcante e humano. Me fez pensar muito na vida e como temos sorte de não viver naquele tempo. 


"Provavelmente, é lícito dizer que, em todos os anos do império de Hitler, nenhuma pessoa pôde servir ao Fuhrer com tanta lealdade quanto eu. O ser humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo na hora certa. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiura e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas. Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer."
- Página 281


É um daqueles livros pra dormir abraçada (como eu fiz várias noites com o Kobo - leitor de ebooks).


"Há uma multidão de histórias (um mero punhado, como sugeri antes) que permito que me distraiam enquanto trabalho, assim como as cores. Eu as apanho nos lugares mais azarados, mais improváveis, e me certifico de recordá-las enquanto executo meu trabalho. A Menina que Roubava Livros é uma dessas histórias."
- Página 309


MINHA NOTA
5 estrelas (é simplesmente lindo o livro)

18 de novembro de 2013

Minha fila de espera de leitura!


Oi gente! =)

Como eu ainda estou escrevendo uma resenha nova, vou deixando aqui alguns livros que estão na minha fila de espera de leitura! xD Do tempo que eu tirei a foto até hoje, eu li "Radiante" e "A Faca Sutil", cujas resenhas eu postei aqui no blog; "Luminoso", que eu terminei hoje e estou fazendo a resenha *---*; "Encanto" que é o segundo volume da trilogia Sereia, que eu ainda preciso escrever a resenha! (tanto do primeiro livro como desse!)

Pois é, a minha fila de espera está beeeeem grande né? Alguns livros desses vocês conhecem ou já leram ou está na fila também? xD

Deixem ai nos comentários =) E não esqueçam de ler as resenhas!



Livros das fotos:
  • "Dragon Keeper", Volume I da "Rain Wilds Chronicles". Autor(a): Robin Hobb
  • "Radiante", Volume I da "Série Riley Bloom". Autor(a): Alyson Noel.
  • "A Faca Sutil", Volume II da Trilogia "Fronteiras do Universo". Autor(a): Philip Pullman.
  • "A Dança dos Dragões", Volume V da série "Guerra dos Tronos". Autor(a): George R. R. Martin.
  • "A Tormenta de Espadas", Volume III da série "Guerra dos Tronos". Autor(a): George R. R. Martin.
  • "O Festim dos Corvos", Volume IV da série "Guerra dos Tronos". Autor(a): George R. R. Martin.
  • "O Último Olimpiano", Volume V da série "Percy Jackson e os Olimpianos." Autor(a): Rick Riordan.
  • "Harry Potter e o Cálice de Fogo", Volume IV da série "Harry Potter" (dãh). Autor(a): JK Rowling.
  • "Predestinados", Volume I da série "Starcrossed". Autor(a): Josephine Angelini.
  • "Água para Elefantes". Autor(a): Sara Gruen.
  • "Alta Tensão". Autor(a): Harlan Coben.
  • "Senhora da Magia", Volume I da série "As Brumas de Avalon". Autor(a): Marion Zimmer Bradley.
  • "A Grande Rainha", Volume II da série "As Brumas de Avalon". Autor(a): Marion Zimmer Bradley.
  • "O Gamo-Rei", Volume III da série "As Brumas de Avalon". Autor(a): Marion Zimmer Bradley.
  • "O Prisioneiro da Árvore", Volume IV da série "As Brumas de Avalon". Autor(a): Marion Zimmer Bradley.
  • "Contos Inacabados". Autor(a): J. R. R. Tolkien.
  • "O Silmarillon". Autor(a): J. R. R. Tolkien.
  • "Luminoso", Volume II da "Série Riley Bloom". Autor(a): Alyson Noel.
  • "Terra dos Sonhos", Volume III da "Série Riley Bloom". Autor(a): Alyson Noel.
  • "Murmúrio", Volume IV da "Série Riley Bloom". Autor(a): Alyson Noel.
  • "Encanto", Volume II da Trilogia "Sereia". Autor(a): Tricia Rayburn.
  • "O Chamado do Cuco". Autor(a): Robert Galbraith (JK Rowling).
  • "O Destino do Tigre". Volume IV da série "Maldição do Tigre". Autor(a): Colleen Houck.
  • "Sonhos", Volume I da série "Soul Seekers". Autor(a): Alyson Noel.
  • "Eco", Volume II da série "Soul Seekers". Autor(a): Alyson Noel.

11 de novembro de 2013

Resenha - Bruxos e Bruxas

"Bruxos e Bruxas"  é  o primeiro livro que dá início à série com o mesmo nome. Escrito por James Patterson e Gabrielle Charbonnet.
E inclusive, o segundo já está à venda! (Corre lá pra comprar gente!)

SINOPSE:
"No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós."


NÚMERO DE PÁGINAS:
288 páginas

LIDO EM:
5 dias

RESENHA:
Estava lá eu na Saraiva (que novidade!) vendo livros com meu namorado, quando uma moça apareceu e deu um panfletinho para a gente com o primeiro capítulo de Bruxos e Bruxas. Só consegui ler quando cheguei em casa, mas depois que eu li... Eu fiquei: MEU DEUS, PRECISO DESSE LIVRO AGORA! É, ok, não foi tão exagerado assim, mas deu uma super vontade de comprar. Acabei comprando em uma promoção da Submarino e paguei super barato.

Quando o livro chegou todo embaladinho, mal pude acreditar na qualidade. Especialmente da capa. QUE CAPA INCRÍVEL É AQUELA? Parece que o livro está pegando fogo mesmo! E o B no meio tem um material que parece que está brilhando, é muito lindo! Além disso, o meu exemplar veio com uma faixa em volta (aquela que dá para tirar) escrito: LIVRO PROIBIDO PELA NOVA ORDEM. Achei o máximo porque parece uma conspiração mesmo. A foto segue abaixo:


"Bem-vindo ao seu pior pesadelo,
ou talvez um que você não consegue nem imaginar.
Um mundo onde tudo mudou.
Sem livros, sem filmes,
sem música, sem liberdade de expressão.
Todos com menos de dezoito anos não são confiáveis.
Você e sua família podem ser levados e
aprisionados a qualquer momento.
Sua existência é dispensável,
até indesejada.

Que mundo é este?
Onde alguma coisa desse tipo poderia ter acontecido?
Essa é a questão.

A questão é que realmente aconteceu.
Está acontecendo agora conosco.
E se você não parar e prestar atenção,
seu mundo poderá ser o próximo."

Só essa primeira parte deu para ficar arrepiada pensando em como a história deve ser. Eu adorei cada detalhezinho da história, tem partes engraçadas e tensas ao mesmo, quando descobrem os poderes por exemplo. Todo o livro é mesclado com uma dose de humor para não ficar muito pesado para se ler.

É estranho pensar em um mundo onde os adolescentes são perseguidos e tem que sobreviver sozinhos, já que muitos adultos ou estão do lado da Nova Ordem, ou estão presos. É um lugar onde você vive tenso porque qualquer coisa é indício para te prenderem por bruxaria e muitas pessoas não são bruxas!

James Patterson conseguiu pegar um tema de conspiração e juntar com bruxos! Foi uma ótima combinação na minha opinião, ele soube balancear bem os temas.

Apesar dos capítulos serem pequenos, a história cativa de verdade. Especialmente sendo em primeira pessoa (cada capítulo é narrado por um irmão, Whit ou Wisty) , porque parece que você está vivendo todas as situações difíceis e de tirar o fôlego com os personagens.

Tiveram muitas cenas em que eu fiquei: MEU DEUS, ALGUÉM AJUDA!

"O martelo ficou ali, parado no ar por uns cinco segundos, a uns 15 centímetros do rosto de Whit, e caiu com tudo no chão.
O tribunal ficou em silêncio completo por um momento. Em seguida, o caos tomou conta do lugar. Vozes cheias de raiva gritavam:
- Bruxa! Bruxo! Matem os dois! Executem os dois!
Eles estavam falando de nós, né? Wisty e Whit. A bruxa e o bruxo."
Página 55

Adorei de verdade a Wisty! Ela é uma bruxa sensacional e acredito que vai evoluir muito no próximo livro. Ela e o irmão são muito ligados, um sempre apoia o outro nas situações mais complicadas e difíceis. 

" Meu coração ficou apertado. A sala começou a ficar verde. E embaçada.
Então, ouvi a voz de Whit. Como se estivesse vindo até mim por um túnel bem comprido. Finalmente, ele me chacoalhou pelo ombro.
- Fica firme, Whisty... - ele disse em voz baixa. Eu pisquei e enfoquei o rosto dele. - Te amo.
Fiz que sim com a cabeça. Whit não se achava especial, mas suas palavras foram como um santo remédio para me dar força. Consegui respirar de novo.
- Também amo você - sussurrei. - Mais do que eu saiba."
Página 54

É um livro muito cativante de ler! Só demorei pra ler (5 dias é muito pra mim xD) porque a faculdade não estava deixando eu me empenhar nas leituras.

MINHA NOTA:
5 estrelas